problemas do coração

pensava com certeza o que precisava, só não sabia não ser o que queria.
quando sorria, não era por simpatia, mas porque necessitava
de suprimir a tristeza que na alma vivia.
e sorrisos recebia de volta, mas sem escudo, sem escolta,
entravam eles à solta pelo mirrado coração adentro.
e dentro, como feridas pustulentas, por feder acabavam,
perdidos onde outrora pertenceram e agora destoavam.

sorrisos sem olhos, verdadeiros não são.
soube então com certeza o que queria...
só não pensava ser o que precisava.

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