e de repente um vazio encheu o meu coração.
entendi-o como ausência, na escuridão.
sou só eu comigo aqui,
não mais nós sem ti.
nem choro nem me permito.
de que adianta se parece delito
essa mágoa que tanto finto
quando é catarse que não sinto?
antes esvaziar de vazio
e encher de água um rio
que corre sem saber,
sem rumo nem querer,
mas tão certo de chegar
um dia de sol ao mar.
